Este artigo cobre as principais funções dentro de uma equipe de SOC e as métricas usadas para medir sua efetividade.
Principais posições em uma equipe de SOC
Analista de SOC (níveis 1, 2 e 3)
- Nível 1: foco em triagem e categorização de alertas — a primeira linha que decide o que merece escalonamento.
- Nível 2: responde a incidentes que vão além da capacidade de resolução do Nível 1, aprofundando a investigação.
- Nível 3: threat hunters, responsáveis por descobrir ameaças mais complexas que não disparam alertas óbvios.
Engenheiro de segurança
Projeta e mantém os controles técnicos e defesas do ambiente — configuração de firewall, sistemas de detecção de intrusos e controles de acesso.
Gerente de SOC
Supervisiona a operação diária do SOC: define prioridades, gerencia recursos, desenvolve políticas de segurança e conduz o processo de resposta a incidentes.
CISO (Chief Information Security Officer)
Executivo sênior responsável pela estratégia de cibersegurança da organização como um todo, normalmente reportando ao CEO ou a uma liderança equivalente. Desenvolve políticas e monitora a postura de segurança em nível estratégico.
Outras funções
Auditores de compliance também costumam integrar ou apoiar a equipe de SOC, garantindo aderência a normas regulatórias.
Métricas de segurança para equipes de SOC
- MTTD/MTTR — tempo médio de detecção e tempo médio de resposta a um incidente.
- Dwell Time — quanto tempo um atacante permanece no ambiente sem ser detectado.
- Taxa de falsos positivos — percentual de alertas que não representam ameaças reais.
- Taxa de conformidade — percentual de controles que atendem aos padrões regulatórios exigidos.
- Nível de prontidão — efetividade real da tecnologia de segurança implementada no dia a dia.
SOAR como multiplicador de eficiência do SOC
Mesmo uma equipe de SOC bem estruturada esbarra em volume: alertas demais, ferramentas demais, contexto espalhado entre sistemas diferentes. Plataformas de orquestração, automação e resposta de segurança (SOAR) ajudam justamente nesse gargalo — centralizando gestão de casos, automatizando a coleta de informação entre ferramentas e reduzindo o trabalho manual repetitivo que consome o tempo dos analistas de Nível 1 e 2, liberando a equipe para focar em investigação e threat hunting.
Leia também: O que é SOAR? Um guia completo para plataformas de SOAR
Conclusão
Um SOC efetivo depende tanto das pessoas certas nas funções certas — da triagem de Nível 1 ao CISO — quanto de métricas objetivas para saber se a operação está de fato funcionando. Ferramentas de automação e orquestração como o SOAR não substituem essa estrutura, mas multiplicam a capacidade de uma equipe já enxuta de dar conta do volume de alertas do dia a dia.
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