O fim do suporte ao Windows 10 tem sido uma prioridade de TI e segurança há muito tempo. No entanto, apesar dos avisos e do tempo para planejar, o término do prazo de suporte (End of Life – EOL) deixou milhões de máquinas desprotegidas. Para entender como as organizações gerenciaram essa transição, a Action1 analisou um ano de telemetria de todos os endpoints ativos em sua plataforma. O estudo abrangeu ambientes de produção nos Estados Unidos, União Europeia e Austrália, com dados coletados mensalmente entre outubro de 2024 e outubro de 2025. Essa abordagem nos deu uma visão detalhada das tendências de adoção e do ritmo da migração. Os resultados mostram um movimento real em direção ao Windows 11 no último ano, mas revelam uma base significativa de sistemas Windows 10 que permanecem em uso e agora apresentam um risco elevado de segurança e de negócio.
Em outubro de 2025, o Windows 11 representava 74% de todos os dispositivos Windows em todo o mundo, o que significa que 26% ainda estavam rodando no Windows 10, que não recebe mais atualizações de segurança. O ritmo da mudança no último ano foi notável. Em outubro de 2024, o Windows 11 representava apenas 46% dos endpoints. A adoção aumentou mês a mês, crescendo 61% em relação ao ano anterior, enquanto o Windows 10 perdia terreno persistentemente.
A visão mês a mês mostra como a transição se desenrolou. Em janeiro de 2025, o Windows 10 e o Windows 11 tinham uma participação quase igual. Em fevereiro, o Windows 11 assumiu a liderança e tem ampliado constantemente a diferença desde então. A queda mais acentuada para o Windows 10 ocorreu durante o verão, caindo de 36% dos dispositivos em julho para 26% em outubro. Essa queda de dez pontos em três meses destaca como o ímpeto aumentou à medida que o prazo de suporte se aproximava.
Os dados também revelam que a migração foi constante, em vez de pontual. Não houve picos dramáticos em nenhum mês, apenas ganhos consistentes. A tendência geral reflete um planejamento deliberado, em vez de pânico de última hora. Para os líderes de TI, isso sugere que muitas organizações integraram a migração em ciclos de atualização mais amplos e programas de transformação digital. Mesmo assim, milhões de sistemas permanecem no Windows 10 após o fim do suporte, mostrando como é comum que algumas cargas de trabalho fiquem para trás.
O Risco (e o Custo) do Atraso
Existem riscos reais em adiar a migração. Uma vez que um sistema operacional chega ao fim do suporte, os invasores frequentemente liberam exploits que estavam guardando. O Patch Tuesday de outubro ilustrou a escala da ameaça, com a Microsoft lançando correções para 173 vulnerabilidades, incluindo nove críticas e seis de dia zero. Várias já estavam sob exploração ativa. Uma falha crítica de execução remota de código no Windows Server Update Services, classificada como 9.8 na escala CVSS, destacou como até a infraestrutura central pode se tornar um alvo.
O programa de Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) da Microsoft oferece uma opção temporária, mas foi projetado apenas como uma ponte. A cobertura está disponível por até três anos, com o custo dobrando a cada ano. Esse modelo incentiva a migração rápida, em vez da dependência prolongada. O programa pode fornecer um fôlego para organizações que não conseguiram concluir as atualizações a tempo, mas cada ano adicional aumenta a exposição financeira e de segurança.
As consequências de manter sistemas sem suporte em produção vão muito além da equipe de TI. Auditores reprovarão sistemas que não podem ser corrigidos. As seguradoras agora consideram a presença de sistemas operacionais desatualizados em suas apólices, muitas vezes aumentando os custos ou limitando a cobertura. Reguladores, especialmente em setores como saúde e finanças, podem ver a dependência contínua do Windows 10 como negligência, principalmente com as diretrizes da GDPR/LGPD. Quando ocorre uma violação, clientes e parceiros vão querer respostas sobre por que riscos conhecidos foram ignorados. O prejuízo financeiro de um ataque de ransomware ligado a um sistema operacional desprotegido pode facilmente superar a despesa com novo hardware e licenças.
A telemetria da Action1 mostra que muitas organizações já estão se movendo na direção certa, mas também destaca o quanto ainda há por fazer. O primeiro passo é um inventário completo de cada máquina que ainda roda o Windows 10. Em seguida, os líderes precisam decidir quais podem ser atualizadas para o Windows 11, quais devem ser substituídas e quais podem ser movidas para virtualização ou para a nuvem.
Para as máquinas que precisam permanecer no Windows 10 a curto prazo, o isolamento e as defesas em camadas são essenciais. Elas devem ser removidas da exposição direta à internet sempre que possível, restritas apenas a serviços essenciais e monitoradas continuamente com logs e auditorias. Um plano de resposta a incidentes deve assumir que pelo menos alguns desses sistemas poderão eventualmente ser comprometidos.
A aposentadoria do Windows 10 é um momento crítico que define o compromisso de uma organização com a resiliência e a segurança. Adiar a migração acumula uma dívida técnica que se torna mais cara com o tempo. Para garantir uma transição segura e manter a conformidade, é essencial contar com uma plataforma robusta de gerenciamento de patches e endpoints. A AIQON, com a solução da Action1, oferece as ferramentas necessárias para automatizar atualizações, remediar vulnerabilidades e proteger sua infraestrutura nos próximos anos.
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