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As políticas de energia do Windows não são suficientes

O controle de gastos é assunto recorrente no mundo corporativo. Com a crise mundial e o crescimento econômico de muitos países cada vez mais fraco, os gestores estão cada vez mais focados em encontrar soluções que possam reduzir o custo de suas empresas. Para complicar a situação, itens operacionais básicos como energia elétrica e aluguel estão encarecendo as operações acima da inflação. Na busca por soluções ao tema, os gestores têm se debatido com o seguinte dilema: Como reduzir custos sem afetar a produtividade dos meus colaboradores? Essa mesma pergunta se aplica às mais diversas áreas das empresas, entre elas a TI que por muito ainda acreditam que as políticas de energia do Windows são suficientes.

Enquanto tentamos atingir este objetivo, um questionamento específico persiste: “Por que as políticas de energia do Windows não são o suficiente?”. Este questionamento aparece na vasta maioria das nossas reuniões e acredito que isso venha ocorrendo em função de uma confusão e falta de informação se tratando das capacidade nativas de gerenciamento de energia do Microsoft Windows.

E como fazer?

A gestão de energia elétrica em computadores é relativamente simples, tanto que o assunto pode facilmente ser dividido em 3 pontos que, se forem bem compreendidos, podem gerar uma economia anual significativa.

  • Conhecimento e visibilidade sobre o comportamento dos seus usuários finais
  • Flexibilidade da programação da gestão de energia em computadores
  • Garantia da execução das políticas de energia programadas

Antes de nos aprofundarmos nestes 3 pontos, deixemos claro logo de início que o Microsoft Windows (de qualquer versão) não apresenta “falhas” em visibilidade da gestão de energia nem em capacidade de reportar sobre o conhecimento do comportamento dos usuários. Por fim, o fato de o Microsoft Windows e/ou o Active Directory não garantirem a execução das políticas não deve ser visto como algo não desenvolvido, uma vez que nunca foram desenhados para economia de energia em ambiente corporativo. Sendo assim, seria injusto dizer que esse sistema operacional possui falhas nos 3 pontos a serem abordados.

Conhecimento e visibilidade sobre o comportamento dos seus usuários finais

Este é um dos principais fatores que fazem com que a gestão de energia elétrica de computadores fracasse.

Empresas que buscam implementar políticas de economia baseadas no mito de “melhores práticas”, com eventos programados e inflexíveis (exemplo: desligar todo o parque em um certo horário) acabam cometendo um erro. Para ser possível avançar na explicação, é necessário compreender que a gestão de energia bem-sucedida não está baseada no consumo da máquina, porém no comportamento dos usuários delas. Para tanto, é necessário obter uma visão detalhada do grau de inatividade do usuário final nos computadores, incluindo respostas para as perguntas abaixo:

  • Quanta inatividade/ociosidade há em sua empresa?
  • Quando esta inatividade ocorre? (não se engane ao pensar que ela só ocorre após o horário comercial)
  • Onde esta inatividade ocorre? (inatividade varia de usuário para usuário)
  • Qual a natureza da inatividade?
  • Quanto tempo costuma durar a inatividade?
  • Qual é seu custo aceitável para manter ou não uma inatividade? (como se chegou a tal decisão?)
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Sem visibilidade sobre o comportamento de seu inimigo, você não consegue vencer a batalha. Quando se fala de gestão de energia, inatividade é seu inimigo. Todas essas questões acima são impossíveis de serem respondidas dentro das atuais disponibilidades do Microsoft Windows ou Active Directory. Dado que não há capacidades de gerar relatórios no Active Directory, essas medidas e cálculos não são mensurados de forma alguma.

Flexibilidade da programação da gestão de energia em computadores

Este ponto merece ser ressaltado, pois uma vez que uma visão crítica do inimigo (inatividade) é obtida, você precisará das ferramentas apropriadas com flexibilidade para criação de políticas de economia. Como mencionado no ponto anterior, essas condições não são possíveis pelo Microsoft Windows ou Active Directory. Para comprovar, se estiver perto de seu computador, dê uma pausa na leitura e abra “Opções de Energia”, dentro do Painel de Controle. Pergunte-se as seguintes questões, enquanto visualiza as opções na tela:

  • Consigo definir políticas de economia para diferentes dias da semana?
  • Consigo definir políticas de economia para diferentes horas do dia?
  • Consigo mesclar estados de suspensão/hibernação/desligamento dentro de uma política flexível?
  • Consigo saber se as políticas que eu aplico serão executadas com sucesso?
  • Consigo extrair um relatório para verificar se meu computador está sendo capaz de executar minhas políticas? (já que inatividade sugere que você não estará presente a toda hora)

Dado que a inatividade é baseada no comportamento humano, ela sempre é altamente dinâmica, não sendo estática 24 horas por dia, 7 dias por semana. Consequentemente, o que você precisa é de uma solução que possa lhe prover algo com alto grau de flexibilidade.

Ainda que você encontre que a resposta para essas perguntas seja “não” enquanto verifica em sua estação, talvez você tenha a sensação que o seu departamento de T.I tenha essas capacidades com o Active Directory. Esta seria mais uma de um grande conjunto de perguntas a se fazer a sua equipe de T.I para iniciar uma conversa produtiva entre o gerente executivo e a equipe técnica em relação a economia de energia.

Uma vez mais, a solução para o ponto acima não é algo disponível no Microsoft Windows ou Active Directory, uma vez que eles não foram desenvolvidos para serem uma solução de gestão de energia para computadores.

Garantia da execução das políticas de energia programadas

Este é o último dos 3 pontos a serem compreendidos para gestão de energia bem-sucedida nos computadores. Quando analisamos o assunto, este artigo explorou tanto a questão das empresas errarem apesar de possuírem as melhores intenções, e como superar a falta de visibilidade e informação sobre o assunto. Agora, é necessário que se compreenda como se garante a execução das políticas, sem afetar a produtividade do usuário final. Para tanto, temos uma última rodada de questionamentos:

  • Consigo saber se essa garantia de execução tem “bom senso” para priorizar as necessidades dos usuários finais, sem deixar de realizar meus objetivos de economia de energia?
  • Como consigo garantir que softwares críticos e em execução sejam protegidos das políticas de economia?
  • Consigo garantir que os computadores estejam reagindo da forma desejada? (sem ter que passear pelo escritório de madrugada)
  • Como consigo reportar aos gestores sobre a efetividade das políticas de economia aplicadas?
  • Consigo revisar, entender e relatar que o sucesso da gestão não resultou em impacto indesejado à produtividade do usuário final?
  • Como consigo saber se é o momento para fazer uma revisão periódica das políticas de economia?
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Seria impossível dizer qual das questões acima é a mais importante. Uma solução de gestão de energia pode ter um enorme número de funções, mas se não conseguir garantir os itens acima, toda visibilidade do mundo não terá valor relevante para você e para a TI da empresa.

A sexta e última questão do bloco provoca uma discussão interessante: Por que as políticas definidas precisariam ser revisadas? Lembre-se de um item recorrente neste artigo: gestão de energia é comportamento, ao invés de tecnologia. Pessoas mudam, posições mudam, ambientes de trabalho mudam e, consequentemente, o comportamento que vai garantir o sucesso ou fracasso da política aplicada também muda. Torna-se crítico, portanto, analisar em relatórios se há redução na efetividade das políticas de economia adotadas, de tempos em tempos.

A gestão de energia não é um “projeto”. Trata-se de um modelo operacional corrente e que deveria ser tratado como qualquer outro sistema ou procedimento operacional na empresa. Se revisado trimestralmente, semestralmente ou anualmente, as partes envolvidas podem ser certificadas do sucesso contínuo no trabalho de gestão.

Concluindo, uma gestão de energia em computadores pode ser um objetivo alcançável, apesar de tão poucos de fato conseguirem, em função da falta de esclarecimentos sobre o assunto. Considerando cada um dos 3 pontos discutidos, certamente o objetivo de uma gestão em computadores pode ser alcançado.

Por fim, enquanto discutir esses pontos com o departamento de T.I, não se sinta surpreso ou desapontado caso eles não consigam responder as questões acima com relatórios tangíveis ou evidencias. Ele não tem culpa. Pouco pode ser alcançado utilizando apenas o Microsoft Windows e o Active Directory.

“Sempre use a ferramenta certa para o trabalho certo, caso contrário acabará fazendo as coisas de forma pior”

política de energia

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