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TOP 12 soluções de segurança para proteger as suas informações sensíveis

Vazamentos de dados são frequentemente noticiados e as empresas estão cientes de que, mesmo tendo alcançado conformidade com PCI ou SOX, novos regulamentos como a LGPD e o GDPR demandam um controle mais rigoroso da segurança de dados. Para ajudar a aprimorar a sua postura em relação à segurança e ao compliance, listamos as 12 principais soluções de segurança de dados para proteger informações sensíveis e ajudar a ser aprovado em auditorias.

Nota para revendas, MSPs e integradores: cada uma dessas 12 categorias é uma camada que pode virar oferta de serviço gerenciado. Ao final deste artigo, veja como montar esse portfólio com a AIQON.

1 – Descobrimento e classificação de dados

Para proteger seus dados de forma efetiva, você precisa saber quais informações sensíveis você tem. A solução de descobrimento e classificação de dados escaneia seus repositórios de dados atrás dos tipos de dados que você considera importantes, com base em padrões da indústria ou em requisitos customizáveis (como dados de PCI DSS, dados da LGPD e propriedade intelectual), agrupa-os em categorias e os marca com uma assinatura digital demonstrando sua classificação. Você pode usar essas marcações para focar seus recursos de segurança de dados e implementar controles que protegem os dados de acordo com o seu valor para a empresa. Caso os dados sejam modificados, sua classificação pode ser atualizada — mas é necessário ter controles que previnam que usuários falsifiquem o nível de classificação; por exemplo, apenas usuários autorizados deveriam poder reduzir o nível de classificação de um dado.

Plataformas como a Comforte TAMUNIO fazem esse descobrimento e classificação de dados com IA, cobrindo cloud, on-premises e ambientes de IA.

2 – Firewall

O firewall é uma das primeiras linhas de defesa de uma rede, pois isola uma rede da outra. Os firewalls excluem o tráfego não desejado de entrar na rede. Além disso, você pode abrir apenas certas portas, dando menos espaço para hackers terem acesso ou roubarem seus dados. Dependendo da política de firewall da empresa, ele pode bloquear completamente uma parte do tráfego ou todo o tráfego, ou realizar uma verificação em uma parte ou em todo o tráfego.

Firewalls podem ser sistemas independentes ou incluídos em outros dispositivos, como roteadores e servidores. Você encontra soluções de firewall tanto em hardware quanto em software.

3 – Backup e recuperação

Uma solução de backup e recuperação ajuda as empresas a protegerem seus dados em caso de deleção ou destruição. Todos os ativos críticos do negócio devem ser duplicados periodicamente para prover redundância — caso algum servidor falhe, alguma deleção acidental aconteça, um ransomware danifique seus arquivos ou algum outro ataque aconteça, você poderá restaurar os dados rapidamente.

Para dados que vivem em SaaS (M365, Google Workspace, Salesforce, Entra ID), vale lembrar que o backup nativo do provedor é limitado — soluções como o Keepit oferecem backup independente e imutável, justamente para os casos de exclusão ou ransomware que o provedor de SaaS não cobre.

4 – Antivírus

O software de antivírus é uma das ferramentas de segurança mais adotadas, tanto para uso pessoal quanto comercial. Há diversos fabricantes de antivírus no mercado, mas praticamente todos usam técnicas semelhantes para detectar código malicioso, como assinaturas. As soluções de antivírus ajudam a detectar e remover trojans, rootkits e vírus que podem roubar, modificar e danificar dados sensíveis.

5 – Sistemas de prevenção e detecção de intrusos (IDS/IPS)

Os sistemas de detecção de intrusos (IDS) e os sistemas de prevenção de intrusos (IPS) tradicionais fazem uma inspeção profunda do tráfego de pacotes na rede e registram atividade potencialmente maliciosa. Um IDS pode ser configurado para avaliar logs, observar atividade suspeita na rede e alertar sobre sessões que podem estar violando as configurações de segurança. Um IPS oferece capacidade de detecção e pode encerrar sessões que parecem maliciosas, embora costume ser limitado contra ataques óbvios como DDoS.

Quase sempre há um passo analítico entre o alerta e a ação: os administradores de segurança avaliam se o alerta é uma ameaça, se ela é relevante e se há algo a fazer a respeito. IDS e IPS ajudam bastante na proteção de dados, pois podem impedir que um hacker acesse servidores de arquivos usando malware — mas essas soluções exigem bastante ajuste e análise antes de derrubarem uma sessão com base em um alerta.

Leia também:  Atendendo artigos da LGPD – Artigo 46

6 – Gerenciamento e correlação de eventos de segurança (SIEM)

As soluções de SIEM oferecem análise em tempo real dos logs de segurança registrados por dispositivos de rede, servidores e aplicações. Elas não apenas agregam e correlacionam eventos, mas também podem executar deduplicação — removendo relatórios repetidos da mesma instância — e agir com base em alertas e gatilhos. Normalmente também oferecem um conjunto de ferramentas de análise que ajuda a encontrar eventos específicos, como os relacionados à segurança de dados. As soluções de SIEM são parte vital da investigação de incidentes de segurança de dados.

Sua revenda, MSP ou integradora já cobre essas 12 camadas na oferta de segurança dos seus clientes?

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7 – Prevenção de perda de dados (DLP)

Os sistemas de prevenção de perda de dados monitoram estações de trabalho, servidores e rede para garantir que dados sensíveis não sejam deletados, removidos, movidos ou copiados indevidamente. Eles também monitoram quem está usando e transmitindo os dados, para identificar utilização não autorizada.

Saiba mais em: DLP: Prevenção à Perda de Dados, o que é?

8 – Controle de acesso

Na maioria dos casos, os usuários não deveriam poder copiar ou armazenar dados sensíveis localmente; ao invés disso, devem manipular esses dados remotamente. Dados sensíveis idealmente não deveriam ser armazenados em sistemas portáteis. Todos os sistemas devem exigir login e ter mecanismos para bloquear o acesso em caso de uso questionável.

Arquivos sensíveis devem ser acessados apenas por pessoas autorizadas, seguindo o princípio de privilégio mínimo. Uma lista de controle de acesso (ACL) indica quem tem acesso a quais recursos e em quais níveis. Pode ser parte interna de uma aplicação ou do sistema operacional, baseando-se em listas brancas (itens permitidos) ou listas negras (itens proibidos) — no gerenciamento de arquivos, a lista branca costuma ser mais usada, geralmente configurada no nível do sistema de arquivos. No Windows, por exemplo, isso é feito com permissões e listas de controle de NTFS. O controle de acesso baseado em função (RBAC) — como grupos do Active Directory e delegação — deve ser implementado de forma consistente em todas as aplicações.

Soluções como o ManageEngine ADManager Plus automatizam o ciclo de vida de identidades e permissões no Active Directory, e plataformas de PAM como o ManageEngine PAM360 e o Securden cobrem o acesso privilegiado — cofre de credenciais, sessões monitoradas e privilégio mínimo em sistemas críticos.

9 – Soluções de segurança em cloud

Indivíduos e empresas tendem a coletar e armazenar cada vez mais dados. Isso levou do armazenamento anexado direto (DAS) ao armazenamento em área de rede (NAS), redes de armazenamento em área (SAN) e, agora, ao armazenamento em nuvem — que permite escalar sem que os administradores locais precisem se preocupar com a infraestrutura subjacente.

Apesar dos benefícios, do ponto de vista de segurança o armazenamento em cloud pode ser problemático. É preciso ter certeza de que o provedor protege os dados adequadamente, com redundância e plano de recuperação de desastres. Garanta que seus dados estejam criptografados, tenham backup e que você mantenha o máximo de controle possível sobre eles — especialmente à medida que a operação passa a usar múltiplas nuvens e SaaS ao mesmo tempo, o que costuma gerar configurações incorretas e permissões excessivas fora do radar do time de segurança. Plataformas de posture management como o CheckRed (SSPM/CSPM/CIEM) centralizam essa visibilidade e corrigem automaticamente desvios de configuração em cloud, SaaS e DNS.

10 – Auditoria

Para proteger a informação sensível de maneira correta, é preciso auditar as alterações nos sistemas e as tentativas de acesso a dados críticos. Por exemplo, qualquer conta que exceda o número máximo de tentativas de login falho deve ser automaticamente reportada ao administrador de segurança da informação para investigação. Detectar alterações em informações sensíveis e nas permissões associadas é uma parte crítica desse processo. Usar o histórico para entender como os dados sensíveis são usados, por quem e para onde vão, permite construir uma política mais precisa e antecipar o impacto de mudanças no ambiente — ajudando a identificar riscos previamente não descobertos.

Leia também:  Auditorias do File Server para a LGPD

Ferramentas como o ManageEngine ADManager Plus simplificam o gerenciamento de alterações e a auditoria de atividade de usuários e do Active Directory, com relatórios prontos para compliance.

11 – Criptografia de dados

A criptografia de dados é essencial para arquivos que não devem ser lidos mesmo em caso de roubo. Sniffers de rede e outros ataques que visam roubar informações são comuns o suficiente para que senhas, números de cartão de crédito e outras informações sensíveis sejam capturadas sob protocolos não criptografados. Protocolos de comunicação criptografada resolvem essa lacuna — sem criptografia SSL/TLS, por exemplo, transações de cartão de crédito em sites populares seriam inseguras.

A criptografia também pode ser usada por atacantes para esconder tráfego malicioso de sistemas de detecção de intrusos, já que um canal criptografado é difícil de inspecionar. Por isso, todos os dados críticos devem ser criptografados tanto em repouso quanto em trânsito. Sistemas portáteis devem usar criptografia de disco; para desktops com informação crítica ou proprietária, criptografar os discos rígidos ajuda a evitar perda de dados. A criptografia baseada em software se soma à baseada em hardware — muitas BIOS permitem habilitar o Módulo de Plataforma Confiável (TPM), que armazena chaves criptográficas, senhas e certificados.

Para dados que também precisam ser usados por sistemas e por IA sem expor o valor original, abordagens como a tokenização e a criptografia format-preserving (FPE) da Comforte TAMUNIO mantêm os dados ilegíveis para quem não deveria acessá-los, mas ainda utilizáveis por analytics e aplicações — inclusive com criptografia pós-quântica.

12 – Segurança física

A segurança física normalmente é deixada de lado nas discussões sobre segurança de dados, mas uma política fraca pode comprometer completamente seus dados. Cada estação de trabalho deve ser fixada para não poder ser removida da área, e o gabinete do computador deve ter trava para não expor seus componentes internos — caso contrário, discos rígidos e outros componentes sensíveis podem ser removidos e comprometidos. Também é boa prática implementar senha na BIOS, evitando que atacantes iniciem o sistema por outro sistema operacional usando mídia removível.

Outro vetor de vazamento é um simples smartphone com câmera de alta resolução — é difícil proteger documentos contra atacantes internos com esses dispositivos ou detectar alguém fotografando um monitor ou quadro com dados sensíveis, mas vale ter uma política que restrinja câmeras no ambiente. Monitorar as instalações com câmeras de vídeo com sensores de movimento e visão noturna ajuda a identificar pessoas não autorizadas tentando acessar servidores de arquivos, backups ou fotografar dados sensíveis em áreas restritas.

Cada área de trabalho e equipamento pessoal deve ser mantido em segurança antes de ser deixado sozinho — cheque portas, gavetas e janelas, e não deixe papéis sobre a mesa. Cópias de dados sensíveis devem ser travadas e destruídas quando não forem mais necessárias, e chaves de acesso, cartões de ID e códigos de destravamento nunca devem ser compartilhados ou duplicados. Antes de descartar ou reciclar um disco rígido, apague completamente as informações e certifique-se de que não são mais recuperáveis; discos e outros dispositivos com informação crítica devem ser fisicamente destruídos, com uma pessoa específica da TI responsável por esse processo.

Conclusão

Nenhuma dessas 12 camadas resolve segurança de dados sozinha — a defesa efetiva vem da combinação delas, priorizada pelo risco real de cada negócio. Para quem revende ou implementa segurança, essa lista também funciona como roteiro de portfólio: descobrimento e classificação, backup, gestão de acesso e auditoria, posture management de cloud/SaaS e criptografia são frentes que hoje têm fabricante ativo no portfólio da AIQON.

Não monte esse portfólio sozinho, negociando com cada fabricante fora do Brasil.

A AIQON é uma distribuidora de cibersegurança: conectamos parceiros de canal a um portfólio de fabricantes internacionais — endpoint, identidade, dados, API e anti-DDoS — para montar ofertas de segurança gerenciada completas, com suporte local e agilidade.

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