{"id":1403,"date":"2020-09-21T16:39:58","date_gmt":"2020-09-21T19:39:58","guid":{"rendered":"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/?p=1403"},"modified":"2026-08-11T20:26:12","modified_gmt":"2026-08-11T23:26:12","slug":"top-10-os-mais-comuns-ciberataques","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/","title":{"rendered":"TOP 10 &#8211; Os Mais Comuns Ciberataques"},"content":{"rendered":"<div id=\"bsf_rt_marker\"><\/div><p>Ciberataques s\u00e3o a\u00e7\u00f5es ofensivas que alvejam os sistemas de informa\u00e7\u00e3o dos computadores, a infraestrutura, as redes de computadores ou dispositivos pessoais, usando v\u00e1rios m\u00e9todos para roubar, alterar ou destruir os dados e os sistemas de informa\u00e7\u00e3o.<\/p><div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_86 ez-toc-wrap-left counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-grey ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\">\n<p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Nesse Artigo<\/p>\n<span class=\"ez-toc-title-toggle\"><a href=\"#\" class=\"ez-toc-pull-right ez-toc-btn ez-toc-btn-xs ez-toc-btn-default ez-toc-toggle\" aria-label=\"Alternar tabela de conte\u00fado\"><span class=\"ez-toc-js-icon-con\"><span class=\"\"><span class=\"eztoc-hide\" style=\"display:none;\">Toggle<\/span><span class=\"ez-toc-icon-toggle-span\"><svg style=\"fill: #999;color:#999\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" class=\"list-377408\" width=\"20px\" height=\"20px\" viewBox=\"0 0 24 24\" fill=\"none\"><path d=\"M6 6H4v2h2V6zm14 0H8v2h12V6zM4 11h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2zM4 16h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2z\" fill=\"currentColor\"><\/path><\/svg><svg style=\"fill: #999;color:#999\" class=\"arrow-unsorted-368013\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"10px\" height=\"10px\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.2\" baseProfile=\"tiny\"><path d=\"M18.2 9.3l-6.2-6.3-6.2 6.3c-.2.2-.3.4-.3.7s.1.5.3.7c.2.2.4.3.7.3h11c.3 0 .5-.1.7-.3.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7zM5.8 14.7l6.2 6.3 6.2-6.3c.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7c-.2-.2-.4-.3-.7-.3h-11c-.3 0-.5.1-.7.3-.2.2-.3.5-.3.7s.1.5.3.7z\"\/><\/svg><\/span><\/span><\/span><\/a><\/span><\/div>\n<nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/#1_%E2%80%93_Denial-of-Service_DoS_e_o_distributed_denial-of-service_DDoS\" >1 &#8211; Denial-of-Service (DoS) e o distributed denial-of-service (DDoS)<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/#2_%E2%80%93_O_ataque_Man-in-the-middle_MitM\" >2 &#8211; O ataque Man-in-the-middle (MitM)<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/#3_%E2%80%93_Ataques_de_phishing_e_spear_phishing\" >3 \u2013 Ataques de phishing e spear phishing<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/#4_%E2%80%93_Ataques_de_Drive-by\" >4 \u2013 Ataques de Drive-by<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/#5_%E2%80%93_Ataques_de_senha\" >5 \u2013 Ataques de senha<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/#6_%E2%80%93_Ataque_de_injecao_SQL\" >6 &#8211; Ataque de inje\u00e7\u00e3o SQL<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/#7_%E2%80%93_Ataque_de_Cross-Site_Scripting_XSS\" >7 \u2013 Ataque de Cross-Site Scripting (XSS)<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/#8_%E2%80%93_Ataque_de_espionagem\" >8 \u2013 Ataque de espionagem<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-9\" href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/#9_%E2%80%93_Ataque_de_aniversario\" >9 &#8211; Ataque de anivers\u00e1rio<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-10\" href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/#10_%E2%80%93_Ciberataques_de_Malware\" >10 \u2013 Ciberataques de Malware<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-11\" href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/top-10-os-mais-comuns-ciberataques\/#Conclusao\" >Conclus\u00e3o<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n\n<p>Hoje n\u00f3s descreveremos os 10 tipos de ciberataques mais comuns:<\/p>\n<p><em>Nota para revendas, MSPs e integradores: cada um dos ataques abaixo \u00e9 uma dor que os seus clientes j\u00e1 t\u00eam hoje \u2014 e uma oportunidade de oferta de seguran\u00e7a gerenciada. No meio e ao final deste artigo, veja como estruturar isso com o portf\u00f3lio da AIQON.<\/em><\/p>\n<h2 id=\"toc1\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"1_%E2%80%93_Denial-of-Service_DoS_e_o_distributed_denial-of-service_DDoS\"><\/span>1 &#8211; Denial-of-Service (DoS) e o distributed denial-of-service (DDoS)<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Um ataque de Denial-of-Service sobrecarrega os recursos de um sistema para que ele n\u00e3o responda aos servi\u00e7os solicitados. Um ataque de <a href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/ataque-ddos-ioio-como-contorna-los\/\">DDoS<\/a> tamb\u00e9m ataca os recursos do sistema, por\u00e9m \u00e9 lan\u00e7ado em um maior n\u00famero de esta\u00e7\u00f5es que est\u00e3o infectadas com o software malicioso controlado pelo atacante.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de ataques que s\u00e3o feitos para habilitar que o atacante ganhe ou aumente seu acesso em um ambiente, o Denial-of-Service n\u00e3o oferece benef\u00edcios diretos aos atacantes. Para alguns deles, a satisfa\u00e7\u00e3o de ter o servi\u00e7o negado \u00e9 suficiente. Entretanto, se o recurso atacado pertence a um competidor do neg\u00f3cio, ent\u00e3o o benef\u00edcio do atacante pode ser real. Outro prop\u00f3sito do ataque de DoS \u00e9 deixar um sistema offline para que um ataque diferente seja lan\u00e7ado. Um exemplo comum \u00e9 usurpar uma sess\u00e3o, que descreveremos a seguir.<\/p>\n<p>H\u00e1 diferentes tipos de ciberataques DoS e DDoS; os mais comuns s\u00e3o o ataque TCP SYN flood, o ataque teardrop, o ataque smurf, o ataque de ping da morte e botnets.<\/p>\n<p><strong>Ataque TCP SYN flood<\/strong><\/p>\n<p>Neste ataque, o atacante explora a utiliza\u00e7\u00e3o do buffer de espa\u00e7o durante a inicializa\u00e7\u00e3o de sess\u00e3o do Protocolo de Controle de Transmiss\u00e3o (TCP). O dispositivo do atacante ent\u00e3o lota o sistema alvo com uma fila de pequenos processos que fazem pedidos de conex\u00e3o, mas n\u00e3o responde quando o sistema alvo d\u00e1 resposta a esses pedidos. Isso causa &#8220;tempo esgotado&#8221; no sistema alvo, que trava ou se torna inutiliz\u00e1vel quando a fila de conex\u00e3o \u00e9 preenchida.<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas contramedidas para um ataque de TCP SYN flood:<\/p>\n<ul>\n<li>Colocar os servidores atr\u00e1s de um <a href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/waf\">firewall<\/a> configurado para barrar os pacotes de entrada SYN.<\/li>\n<li>Aumentar o tamanho da fila de conex\u00e3o e diminuir o tempo esgotado das conex\u00f5es abertas.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Ataque teardrop<\/strong><\/p>\n<p>Esse ataque faz com que os campos de comprimento e deslocamento de fragmenta\u00e7\u00e3o em pacotes sequenciais de IP se sobreponham no dispositivo atacado; o sistema atacado tenta reconstruir os pacotes durante o processo, mas acaba falhando. O sistema ent\u00e3o fica confuso e trava.<\/p>\n<p>Se os usu\u00e1rios n\u00e3o tiverem patches para se proteger contra esse ataque de DoS, devem desabilitar o SMBv2 e bloquear as portas 139 e 445.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/syxsense\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/HFGVF.png\" alt=\"Syxsense\" width=\"824\" height=\"241\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Ataque smurf<\/strong><\/p>\n<p>Esse ataque envolve a utiliza\u00e7\u00e3o do IP spoofing (falsifica\u00e7\u00e3o de IP) e do ICMP para saturar a rede alvo com tr\u00e1fego. Esse m\u00e9todo de ataque usa echo requests do ICMP alvejando endere\u00e7os IP de broadcast. Essas solicita\u00e7\u00f5es ao ICMP se originam de um endere\u00e7o &#8220;v\u00edtima&#8221; falsificado. Por exemplo, se o endere\u00e7o da v\u00edtima \u00e9 10.0.0.10, o atacante falsifica um echo request ICMP a partir do endere\u00e7o 10.0.0.10 para o endere\u00e7o de broadcast 10.255.255.255. Essa requisi\u00e7\u00e3o vai para todos os IPs no alcance, com todas as respostas voltando ao 10.0.0.10, congestionando a rede. Esse processo \u00e9 repet\u00edvel e pode ser automatizado para gerar grandes quantidades de congestionamento na rede.<\/p>\n<p>Para proteger os seus dispositivos deste ataque, voc\u00ea precisa desabilitar broadcasts de IP direcionados aos roteadores. Isso ir\u00e1 prevenir que o ICMP echo request seja feito a dispositivos de rede. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 configurar os sistemas finais para que n\u00e3o respondam a pacotes de ICMP vindos de endere\u00e7os de broadcast.<\/p>\n<p><strong>Ataque de ping da morte<\/strong><\/p>\n<p>Esse tipo de ataque usa pacotes de IP para realizar o comando de ping em um sistema alvo com um tamanho maior do que o m\u00e1ximo de 64KB. Pacotes de IP desse tamanho n\u00e3o s\u00e3o permitidos, ent\u00e3o o atacante fragmenta os pacotes de IP. Uma vez que o sistema remonta os pacotes, ele pode sofrer de sobrecarga no buffer e outros travamentos.<\/p>\n<p>O ping da morte pode ser bloqueado usando um firewall que verifica os pacotes de IP fragmentados quanto ao seu tamanho m\u00e1ximo.<\/p>\n<p><strong>Botnets<\/strong><\/p>\n<p>Botnets s\u00e3o milh\u00f5es de sistemas infectados com malware sob o controle do hacker para carregar ataques de DDoS. Esses bots ou sistemas zumbis s\u00e3o usados para atacar o alvo, na maioria das vezes sobrecarregando a largura de banda do sistema e as capacidades de processamento. Esses ciberataques s\u00e3o dif\u00edceis de rastrear pois os botnets est\u00e3o localizados em localidades geogr\u00e1ficas distintas.<\/p>\n<p>Botnets podem ser mitigados por:<\/p>\n<ul>\n<li>Filtro RFC3704, que pode negar qualquer tr\u00e1fego de um endere\u00e7o falsificado e ajuda a garantir que o tr\u00e1fego seja rastre\u00e1vel at\u00e9 a sua rede de origem correta. Por exemplo, o filtro RFC3704 derruba os pacotes da lista de endere\u00e7os bogon.<\/li>\n<li>Filtro buraco negro, que derruba o tr\u00e1fego indesejado antes de entrar em uma rede protegida. Quando um ataque de DDoS \u00e9 detectado, o host do BGP (Border Gateway Protocol) deve enviar atualiza\u00e7\u00f5es de roteamento para os roteadores ISP para que eles roteiem o tr\u00e1fego indo at\u00e9 os servidores v\u00edtimas para uma interface null0 no pr\u00f3ximo salto.<\/li>\n<\/ul>\n<h2 id=\"toc2\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"2_%E2%80%93_O_ataque_Man-in-the-middle_MitM\"><\/span>2 &#8211; O ataque Man-in-the-middle (MitM)<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Um ataque MitM ocorre quando um hacker se insere entre os meios de comunica\u00e7\u00e3o de um cliente e um servidor. Abaixo est\u00e3o alguns dos tipos mais comuns de ataques MitM:<\/p>\n<p><strong>Usurpar sess\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Neste tipo de ataque MitM, um atacante usurpa a sess\u00e3o entre um cliente confi\u00e1vel e uma rede de servidor. O computador do atacante substitui os endere\u00e7os de IP pelos do cliente confi\u00e1vel enquanto o servidor continua a sess\u00e3o, acreditando que est\u00e1 se conectando com o cliente. Por exemplo, um ataque pode se desenrolar assim:<\/p>\n<ol>\n<li>Um cliente se conecta ao servidor.<\/li>\n<li>O computador atacante ganha controle do cliente.<\/li>\n<li>O computador do atacante desconecta o cliente do servidor.<\/li>\n<li>O computador do atacante troca o endere\u00e7o IP do cliente pelo seu pr\u00f3prio endere\u00e7o IP e falsifica a sequ\u00eancia de n\u00fameros do cliente.<\/li>\n<li>O computador do atacante continua a dialogar com o servidor, que acredita ainda estar se comunicando com o cliente.<\/li>\n<\/ol>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CA_session_hijacking_1.png\" alt=\"top 10 ciberataques\" width=\"728\" height=\"400\" \/><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CA2_session_hijacking_2.png\" alt=\"top 10 ciberataques\" width=\"728\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p><strong>Falsifica\u00e7\u00e3o de IP<\/strong><\/p>\n<p>A falsifica\u00e7\u00e3o de IP \u00e9 usada por um atacante para convencer um sistema de que ele est\u00e1 se comunicando com algu\u00e9m conhecido e confi\u00e1vel, oferecendo ao atacante acesso a esse sistema. O atacante envia um pacote com o endere\u00e7o IP de origem de um host conhecido e confi\u00e1vel, em vez do pr\u00f3prio IP, a um host alvo. O host alvo pode aceitar o pacote e agir a partir da\u00ed.<\/p>\n<p><strong>Replay<\/strong><\/p>\n<p>Um ataque de replay ocorre quando um atacante intercepta e salva mensagens antigas e depois tenta reenvi\u00e1-las, personificando um dos participantes. Esse tipo de ataque pode ser facilmente evitado com marca\u00e7\u00f5es de tempo ou um <em>nonce<\/em> (um n\u00famero aleat\u00f3rio ou uma string que muda com o tempo).<\/p>\n<p>Atualmente, n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica tecnologia ou configura\u00e7\u00e3o que previna ataques de MitM. Geralmente a criptografia e os certificados digitais oferecem uma seguran\u00e7a efetiva contra ataques de MitM, garantindo a confidencialidade e a integridade das comunica\u00e7\u00f5es; mas um MitM pode ser injetado no meio de comunica\u00e7\u00f5es de forma que a criptografia n\u00e3o ajudar\u00e1.<\/p>\n<p>Por exemplo, o atacante &#8220;A&#8221; intercepta a chave p\u00fablica de uma pessoa &#8220;P&#8221; e a substitui pela sua pr\u00f3pria chave p\u00fablica. Ent\u00e3o, qualquer um que envie uma mensagem criptografada para P usando a chave p\u00fablica de P est\u00e1, na verdade, usando a chave p\u00fablica de A sem saber. Logo, A pode ler a mensagem destinada a P e ent\u00e3o envi\u00e1-la a P com a chave p\u00fablica dela, sem que P nunca saiba que a mensagem foi comprometida. Al\u00e9m disso, A pode modificar a mensagem antes de envi\u00e1-la a P. Como voc\u00ea pode ver, P est\u00e1 usando criptografia e acha que a informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 protegida, mas n\u00e3o est\u00e1, por causa do ataque MitM.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, como ter certeza de que a chave p\u00fablica de P pertence a P e n\u00e3o a A?<\/strong> Autoridades de certifica\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00f5es de hash foram criadas para resolver esse problema. Quando a pessoa 2 (P2) quiser mandar uma mensagem para P, ela precisa ter certeza de que A n\u00e3o ler\u00e1 ou modificar\u00e1 a mensagem e de que ela veio de P2, usando o seguinte m\u00e9todo:<\/p>\n<ol>\n<li>P2 cria uma chave sim\u00e9trica e a criptografa com a chave p\u00fablica de P.<\/li>\n<li>P2 envia a chave sim\u00e9trica criptografada para P.<\/li>\n<li>P2 computa a fun\u00e7\u00e3o de hash da mensagem e a assina digitalmente.<\/li>\n<li>P2 criptografa sua mensagem e o hash da mensagem assinada usando a chave sim\u00e9trica e envia tudo para P.<\/li>\n<li>P recebe a chave sim\u00e9trica de P2 apenas porque tem a chave privada para descriptograf\u00e1-la.<\/li>\n<li>P e apenas P pode descriptografar a mensagem e o hash assinado, porque s\u00f3 ele tem a chave sim\u00e9trica.<\/li>\n<li>P verifica que a mensagem n\u00e3o foi alterada computando o hash recebido e comparando-o com o assinado digitalmente.<\/li>\n<li>P tamb\u00e9m pode confirmar que foi P2 quem enviou, pois apenas P2 pode assinar o hash que \u00e9 verificado com a chave p\u00fablica de P2.<\/li>\n<\/ol>\n<h2 id=\"toc3\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"3_%E2%80%93_Ataques_de_phishing_e_spear_phishing\"><\/span>3 \u2013 Ataques de phishing e spear phishing<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Um ataque de phishing \u00e9 a pr\u00e1tica de enviar e-mails que parecem vir de fontes confi\u00e1veis com o objetivo de obter acesso a informa\u00e7\u00f5es pessoais ou influenciar os usu\u00e1rios a fazer algo. Utiliza-se bastante a engenharia social nesse tipo de ataque. Pode haver um anexo no e-mail que carrega um malware para o seu computador, ou um link para um site ileg\u00edtimo que pode te enganar a baixar um malware ou entregar sua informa\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n<p>Spear phishing \u00e9 um tipo de ataque de phishing bem direcionado. Os atacantes levam bastante tempo pesquisando os alvos e criando mensagens que pare\u00e7am pessoais e relevantes. Por isso, o spear phishing pode ser dif\u00edcil de identificar e de se defender. Uma das formas mais simples de conduzir esse ataque \u00e9 atrav\u00e9s de e-mails falsos, em que o campo &#8220;De&#8221; \u00e9 falsificado para parecer que a mensagem \u00e9 de algu\u00e9m que voc\u00ea conhece, como seu gerente ou colega de empresa. Outra t\u00e9cnica usada pelos golpistas para adicionar credibilidade \u00e9 a clonagem de website: eles copiam sites leg\u00edtimos para te enganar a inserir suas informa\u00e7\u00f5es pessoais ou credenciais de login.<\/p>\n<p>Para reduzir o risco de sofrer com phishing:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Pensamento cr\u00edtico<\/strong> \u2013 n\u00e3o aceite um e-mail como verdadeiro apenas por estar ocupado, estressado ou com mais de 150 mensagens n\u00e3o lidas na caixa de entrada. Pare um minuto e analise o e-mail.<\/li>\n<li><strong>Passe o mouse por cima dos links<\/strong> \u2013 sem clicar, apenas para ver at\u00e9 onde o link leva. Use pensamento cr\u00edtico para decifrar a URL.<\/li>\n<li><strong>Analise os cabe\u00e7alhos dos e-mails<\/strong> \u2013 o cabe\u00e7alho define como o e-mail chegou at\u00e9 voc\u00ea. Os par\u00e2metros &#8220;Responder&#8221; e &#8220;Retornar caminho&#8221; devem levar ao mesmo dom\u00ednio listado no e-mail.<\/li>\n<li><strong>Ambiente de testes<\/strong> \u2013 teste o conte\u00fado do e-mail em um ambiente controlado, registrando logs de atividade desde a abertura de um anexo at\u00e9 o clique em links.<\/li>\n<\/ul>\n<h2 id=\"toc4\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"4_%E2%80%93_Ataques_de_Drive-by\"><\/span>4 \u2013 Ataques de Drive-by<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Ataques de download drive-by s\u00e3o um m\u00e9todo comum de espalhar malware. Os hackers procuram sites inseguros e plantam um script malicioso no c\u00f3digo HTTP ou PHP de uma das p\u00e1ginas. Esse script pode instalar um malware diretamente no computador de quem visita o site, ou redirecionar a v\u00edtima a um site controlado por hackers. Downloads drive-by podem acontecer ao visitar um website, abrir uma mensagem de e-mail ou em uma janela de pop-up. Ao contr\u00e1rio de outros ciberataques, um drive-by n\u00e3o exige nenhuma a\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio para se concretizar \u2014 voc\u00ea n\u00e3o precisa clicar em um bot\u00e3o de download ou abrir um anexo malicioso para ser infectado. Um download drive-by pode tirar proveito de um aplicativo, sistema operacional ou navegador com falhas de seguran\u00e7a por falta de atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para se proteger, mantenha navegadores e sistemas operacionais atualizados e evite sites que possam conter c\u00f3digo malicioso. Continue usando os sites que voc\u00ea normalmente utiliza, mas tenha em mente que at\u00e9 eles podem ser hackeados. Evite programas desnecess\u00e1rios no seu dispositivo \u2014 quanto mais plug-ins voc\u00ea tiver, mais vulnerabilidades podem ser exploradas por ataques drive-by.<\/p>\n<p><strong>Relacionado:<\/strong> <a href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/6-razoes-do-porque-o-patch-management-esta-te-dando-dores-de-cabeca\/\">6 Raz\u00f5es do Porqu\u00ea o Gerenciamento de Patches est\u00e1 te Dando Dores de Cabe\u00e7a<\/a><\/p>\n<h2 id=\"toc5\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"5_%E2%80%93_Ataques_de_senha\"><\/span>5 \u2013 Ataques de senha<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Como as senhas s\u00e3o o mecanismo mais comum de autentica\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios em um sistema de informa\u00e7\u00e3o, obter senhas \u00e9 uma forma de ataque comum e efetiva. O acesso \u00e0 senha de uma pessoa pode ser obtido olhando a mesa dela, fazendo &#8220;sniffing&#8221; na rede para captar senhas n\u00e3o criptografadas, usando engenharia social, acessando o banco de dados de senhas ou at\u00e9 adivinhando. Essa \u00faltima forma pode ser feita manualmente ou de forma sistem\u00e1tica:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Adivinha\u00e7\u00e3o por for\u00e7a bruta<\/strong> \u2013 tentativa de senhas diferentes de forma aleat\u00f3ria ou seguindo alguma l\u00f3gica relacionada ao nome da pessoa, cargo, hobbies ou algo similar.<\/li>\n<li><strong>Ataque de dicion\u00e1rio<\/strong> \u2013 usa um dicion\u00e1rio de senhas comuns para tentar acessar o computador e a rede de um usu\u00e1rio. Um dos m\u00e9todos envolve copiar um arquivo criptografado contendo a senha, aplicar a mesma criptografia a uma das senhas comuns do dicion\u00e1rio e comparar o resultado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para se proteger desses ciberataques, implemente uma pol\u00edtica de bloqueio de conta que bloqueia o acesso ap\u00f3s algumas tentativas de senha inv\u00e1lida.<\/p>\n<p><!-- INICIO CTA CANAL AIQON \u2014 bloco padr\u00e3o, reaproveitar em outros posts --><\/p>\n<div>\n<p><strong>Sua revenda, MSP ou integradora j\u00e1 cobre esses 10 ataques na oferta de seguran\u00e7a dos seus clientes?<\/strong><\/p>\n<p>A AIQON \u00e9 uma distribuidora de ciberseguran\u00e7a: conectamos parceiros de canal a um portf\u00f3lio de fabricantes internacionais \u2014 endpoint, identidade, dados, API e anti-DDoS \u2014 para montar ofertas de seguran\u00e7a gerenciada completas, sem a complexidade de negociar direto com fornecedores fora do Brasil.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/parcerias\/\"><strong>Conhe\u00e7a o Partner Program da AIQON \u00bb<\/strong><\/a><\/p>\n<\/div>\n<p><!-- FIM CTA CANAL AIQON --><\/p>\n<h2 id=\"toc6\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"6_%E2%80%93_Ataque_de_injecao_SQL\"><\/span>6 &#8211; Ataque de inje\u00e7\u00e3o SQL<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>A inje\u00e7\u00e3o de SQL se tornou um problema comum em sites movidos a banco de dados. Ocorre quando um malfeitor executa uma consulta SQL no banco de dados atrav\u00e9s dos dados de entrada enviados pelo cliente ao servidor. Comandos SQL s\u00e3o inseridos na entrada do plano de dados (por exemplo, no lugar de um login ou senha) para executar comandos predefinidos no SQL. Uma inje\u00e7\u00e3o de SQL bem-sucedida pode causar uma vulnerabilidade capaz de ler dados sens\u00edveis do banco de dados, modific\u00e1-lo (inserir, atualizar ou deletar), executar opera\u00e7\u00f5es administrativas (como desligamento) no banco de dados, recuperar o conte\u00fado de um determinado arquivo e, em alguns casos, enviar comandos ao sistema operacional.<\/p>\n<p>Por exemplo, um formul\u00e1rio web em um site pode requisitar o nome da conta do usu\u00e1rio e envi\u00e1-lo ao banco de dados para puxar a informa\u00e7\u00e3o associada, usando SQL din\u00e2mico desta forma:<\/p>\n<p><em>&#8220;SELECT * FROM users WHERE account = &#8216;&#8221; + userProvidedAccountNumber + &#8220;&#8216;;&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Isso funciona para usu\u00e1rios que informam corretamente o n\u00famero de suas contas, mas deixa uma brecha para ataques. Por exemplo, se algu\u00e9m enviar um n\u00famero de conta <em>&#8216; or &#8216;1&#8217; = &#8216;1&#8217;<\/em>, o resultado seria a seguinte string de consulta:<\/p>\n<p><em>&#8220;SELECT * FROM users WHERE account = &#8221; or &#8216;1&#8217; = &#8216;1&#8217;;&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Como &#8216;1&#8217;=&#8217;1&#8242; sempre resulta em TRUE, o banco de dados retorna os dados de todos os usu\u00e1rios, em vez de apenas um \u00fanico usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Esse tipo de vulnerabilidade depende do fato de que o SQL n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o entre os planos de controle e de dados. Logo, inje\u00e7\u00f5es de SQL funcionam quando um site usa SQL din\u00e2mico. Al\u00e9m disso, a inje\u00e7\u00e3o de SQL \u00e9 bem comum em aplica\u00e7\u00f5es PHP e ASP pela preval\u00eancia de interfaces funcionais antigas. Aplica\u00e7\u00f5es J2EE e ASP.NET s\u00e3o menos propensas a serem exploradas dessa forma, pela natureza das suas interfaces program\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Para se proteger, aplique o modelo de privil\u00e9gio m\u00ednimo (least privilege) nos seus bancos de dados. Use procedimentos armazenados (sem SQL din\u00e2mico) e declara\u00e7\u00f5es preparadas (consultas parametrizadas). O c\u00f3digo executado contra o banco de dados deve ser robusto o suficiente para prevenir inje\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, valide os dados de entrada contra uma lista de permiss\u00e3o no n\u00edvel da aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 id=\"toc7\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"7_%E2%80%93_Ataque_de_Cross-Site_Scripting_XSS\"><\/span>7 \u2013 Ataque de Cross-Site Scripting (XSS)<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Ataques de XSS usam recursos web de terceiros para executar scripts no navegador ou na aplica\u00e7\u00e3o da v\u00edtima. Especificamente, o atacante injeta uma carga com JavaScript malicioso no banco de dados de um site. Quando a v\u00edtima requisita uma p\u00e1gina do site, o site transmite a p\u00e1gina com a carga do atacante como parte do corpo HTML para o navegador da v\u00edtima, que executa o script malicioso. Ele pode, por exemplo, enviar o cookie da v\u00edtima para o servidor do atacante, que pode extra\u00ed-lo e us\u00e1-lo para usurpar a sess\u00e3o. As consequ\u00eancias mais perigosas ocorrem quando o XSS \u00e9 usado para explorar vulnerabilidades adicionais, permitindo ao atacante roubar n\u00e3o apenas cookies, mas tamb\u00e9m chaves de logs, capturar a tela, coletar informa\u00e7\u00f5es da rede e acessar e controlar remotamente a m\u00e1quina da v\u00edtima.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CA_cyberattacks_xssattack.png\" alt=\"top 10 ciberataques\" width=\"728\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>Embora o XSS possa tirar proveito de VBScript, ActiveX e Flash, o mais abusado \u00e9 o JavaScript, principalmente por ser amplamente suportado na web.<\/p>\n<p>Para se defender contra ciberataques de XSS, os desenvolvedores podem higienizar os dados de entrada do usu\u00e1rio em uma requisi\u00e7\u00e3o HTTP antes de refleti-los de volta. Certifique-se de que todos os dados sejam validados, filtrados ou escapados antes de retornar uma resposta ao usu\u00e1rio, como os valores dos par\u00e2metros de consulta durante pesquisas. Converta caracteres especiais como ?, &amp;, \/, &lt;, &gt; e espa\u00e7os em seus equivalentes codificados de HTML ou URL. Ofere\u00e7a a op\u00e7\u00e3o de desabilitar scripts do lado do cliente.<\/p>\n<p><strong>Conte\u00fado relacionado:<\/strong> <a href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/owasp-qual-a-importancia-em-aplicacoes-web\/\">OWASP \u2013 Qual a Import\u00e2ncia em Aplica\u00e7\u00f5es Web?<\/a><\/p>\n<h2 id=\"toc8\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"8_%E2%80%93_Ataque_de_espionagem\"><\/span>8 \u2013 Ataque de espionagem<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Ciberataques de espionagem ocorrem atrav\u00e9s da intercepta\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego de rede. Por espionagem, um atacante pode obter senhas, n\u00fameros de cart\u00e3o de cr\u00e9dito e outras informa\u00e7\u00f5es confidenciais que um usu\u00e1rio esteja transmitindo pela rede. A espionagem pode ser passiva ou ativa:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Espionagem passiva<\/strong> \u2013 o hacker capta informa\u00e7\u00f5es apenas ouvindo a transmiss\u00e3o de mensagens na rede.<\/li>\n<li><strong>Espionagem ativa<\/strong> \u2013 o hacker captura ativamente informa\u00e7\u00f5es se disfar\u00e7ando como uma unidade confi\u00e1vel e enviando consultas aos transmissores. Isso \u00e9 chamado de sondagem, digitaliza\u00e7\u00e3o ou adultera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Detectar ciberataques de espionagem passiva \u00e9 mais importante do que detectar os ativos, j\u00e1 que os ativos costumam exigir que o atacante primeiro conduza espionagem passiva para se passar por uma unidade confi\u00e1vel.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/comforte\/\">tokeniza\u00e7\u00e3o de dados<\/a> \u00e9 uma das melhores formas de preven\u00e7\u00e3o contra espionagem.<\/p>\n<h2 id=\"toc9\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"9_%E2%80%93_Ataque_de_aniversario\"><\/span>9 &#8211; Ataque de anivers\u00e1rio<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Ciberataques de anivers\u00e1rio s\u00e3o feitos contra algoritmos de hash usados para verificar a integridade de mensagens, softwares ou assinaturas digitais. A mensagem processada por uma fun\u00e7\u00e3o de hash produz um digesto de mensagem (MD) de largura fixa, independente do tamanho da mensagem de entrada; esse MD \u00fanico caracteriza a mensagem. O ataque de anivers\u00e1rio se refere \u00e0 probabilidade de encontrar duas mensagens aleat\u00f3rias que geram o mesmo MD quando processadas pela fun\u00e7\u00e3o de hash. Se um atacante calcular o mesmo MD para sua mensagem que o usu\u00e1rio tem, ele pode substituir com seguran\u00e7a a mensagem do usu\u00e1rio pela sua, e o destinat\u00e1rio n\u00e3o conseguir\u00e1 detectar a substitui\u00e7\u00e3o mesmo comparando os MDs.<\/p>\n<h2 id=\"toc10\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"10_%E2%80%93_Ciberataques_de_Malware\"><\/span>10 \u2013 Ciberataques de Malware<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Softwares maliciosos podem ser definidos como softwares indesejados instalados no seu sistema sem o seu consentimento. Podem se anexar a um c\u00f3digo leg\u00edtimo e se propagar, ou se esconder em aplica\u00e7\u00f5es \u00fateis e se replicar pela internet. Veja alguns dos tipos mais comuns de malware:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>V\u00edrus de macro<\/strong> \u2013 infectam aplica\u00e7\u00f5es como Word e Excel, anexando-se \u00e0 sequ\u00eancia de inicializa\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o. Quando a aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta, o v\u00edrus executa instru\u00e7\u00f5es para transferir o controle da aplica\u00e7\u00e3o, se replicar e se anexar a outro c\u00f3digo no sistema.<\/li>\n<li><strong>Infectador de arquivos<\/strong> \u2013 se anexa a c\u00f3digo execut\u00e1vel, como arquivos .exe, sendo instalado quando o c\u00f3digo \u00e9 carregado. Outra variante \u00e9 um arquivo com o mesmo nome de um v\u00edrus, mas com extens\u00e3o .exe \u2014 ao abrir o arquivo, o c\u00f3digo do v\u00edrus \u00e9 executado.<\/li>\n<li><strong>Infectadores de sistema ou registro de inicializa\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 se anexam ao registro de inicializa\u00e7\u00e3o mestre dos discos r\u00edgidos. Quando o sistema \u00e9 iniciado, o setor de inicializa\u00e7\u00e3o carrega o v\u00edrus na mem\u00f3ria, de onde ele se propaga a outros discos e computadores.<\/li>\n<li><strong>V\u00edrus polim\u00f3rficos<\/strong> \u2013 se escondem atrav\u00e9s de ciclos de criptografia e descriptografia. O v\u00edrus criptografado e um motor de muta\u00e7\u00e3o associado s\u00e3o inicialmente descriptografados por um programa de descriptografia, o v\u00edrus infecta a \u00e1rea de c\u00f3digo, e o motor de muta\u00e7\u00e3o desenvolve uma nova rotina de descriptografia e copia o v\u00edrus com um algoritmo correspondente. O pacote criptografado \u00e9 dif\u00edcil de detectar por seu alto n\u00edvel de entropia devido \u00e0s v\u00e1rias modifica\u00e7\u00f5es no c\u00f3digo-fonte.<\/li>\n<li><strong>V\u00edrus invis\u00edveis (stealth)<\/strong> \u2013 tomam conta de fun\u00e7\u00f5es do sistema para se esconder, comprometendo o software de detec\u00e7\u00e3o de malware para que ele reporte uma \u00e1rea infectada como segura, escondendo aumentos no tamanho de arquivos infectados ou altera\u00e7\u00f5es de data\/hora da \u00faltima modifica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Trojans<\/strong> \u2013 um trojan (cavalo de troia) se esconde em um programa \u00fatil e normalmente tem fun\u00e7\u00f5es maliciosas. Diferente dos v\u00edrus, n\u00e3o se replica. Al\u00e9m de lan\u00e7ar um ataque, pode estabelecer um backdoor explor\u00e1vel por atacantes, como abrir portas para uso posterior.<\/li>\n<li><strong>Bombas l\u00f3gicas<\/strong> \u2013 softwares maliciosos anexados a uma aplica\u00e7\u00e3o e ativados por uma ocorr\u00eancia espec\u00edfica, como uma condi\u00e7\u00e3o l\u00f3gica ou uma data e hora determinada.<\/li>\n<li><strong>Worms<\/strong> \u2013 diferentes dos v\u00edrus por n\u00e3o se anexarem a um arquivo alvo, mas serem programas pr\u00f3prios que se propagam por redes e computadores, frequentemente atrav\u00e9s de anexos de e-mail. Um worm t\u00edpico envia uma c\u00f3pia de si mesmo para cada contato do endere\u00e7o de e-mail infectado. Al\u00e9m de atividades maliciosas diretas, um worm que sobrecarrega servidores de e-mail ao se espalhar pode causar ciberataques de DoS contra esses n\u00f3s de rede.<\/li>\n<li><strong>Droppers<\/strong> \u2013 programas usados para instalar v\u00edrus no computador. Em muitos casos o dropper em si n\u00e3o cont\u00e9m c\u00f3digo malicioso e n\u00e3o \u00e9 detectado por antiv\u00edrus. Pode se conectar \u00e0 internet para atualizar os softwares maliciosos residentes em sistemas comprometidos.<\/li>\n<li><strong>Ransomware<\/strong> \u2013 tipo de malware que bloqueia o acesso aos dados da v\u00edtima e amea\u00e7a public\u00e1-los ou apag\u00e1-los at\u00e9 que um resgate seja pago. Enquanto ransomwares simples podem bloquear o sistema de forma revers\u00edvel por algu\u00e9m com conhecimento t\u00e9cnico, variantes mais avan\u00e7adas usam extors\u00e3o criptoviral, criptografando os arquivos da v\u00edtima de forma praticamente imposs\u00edvel de reverter sem a chave de descriptografia.<br \/>\n<strong>Conte\u00fado relacionado:<\/strong> <a href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/blog\/ransomware-no-brasil-guia-pme\/\">Ransomware no Brasil: Como proteger sua PME de ataques<\/a><\/li>\n<li><strong>Adware<\/strong> \u2013 software usado por empresas para fins de marketing, exibindo banners de an\u00fancios enquanto o programa \u00e9 executado. Pode ser baixado automaticamente ao navegar em sites e aparecer em janelas pop-up ou barras que surgem automaticamente no computador.<\/li>\n<li><strong>Spyware<\/strong> \u2013 programa instalado para coletar informa\u00e7\u00f5es sobre usu\u00e1rios, seus computadores e h\u00e1bitos de navega\u00e7\u00e3o, rastreando tudo sem consentimento e enviando os dados a um usu\u00e1rio remoto. Tamb\u00e9m pode baixar e instalar outros programas maliciosos sem o conhecimento do usu\u00e1rio, geralmente embutido em outra instala\u00e7\u00e3o de freeware.<\/li>\n<\/ul>\n<h2 id=\"toc11\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Conclusao\"><\/span>Conclus\u00e3o<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Montar uma boa defesa requer entender a ofensiva. Este artigo revisou as 10 formas mais comuns de ciberataques que hackers usam para perturbar e comprometer sistemas de informa\u00e7\u00e3o. Como voc\u00ea viu, os atacantes t\u00eam muitas op\u00e7\u00f5es \u2014 DDoS, infec\u00e7\u00e3o por malware, for\u00e7a bruta, entre outras \u2014 para tentar obter acesso n\u00e3o autorizado \u00e0 sua infraestrutura cr\u00edtica e dados sens\u00edveis.<\/p>\n<p>As medidas para mitigar essas amea\u00e7as variam, mas o b\u00e1sico da seguran\u00e7a se mant\u00e9m: <strong>mantenha seus sistemas e bases de assinaturas de v\u00edrus atualizados<\/strong>, <strong>treine seus funcion\u00e1rios<\/strong>, <strong>configure o firewall<\/strong> para permitir apenas as portas e hosts espec\u00edficos que voc\u00ea precisa, <strong>mantenha senhas fortes<\/strong> e use o <strong>modelo de privil\u00e9gio m\u00ednimo<\/strong> no seu ambiente de TI, fa\u00e7a <strong>backups regulares<\/strong> e <strong>audite continuamente<\/strong> seus sistemas de TI em busca de atividade suspeita.<\/p>\n<p>Para revendas, MSPs e integradores, esses 10 pontos s\u00e3o tamb\u00e9m um roteiro de vendas: cada um mapeia direto para uma categoria de produto que d\u00e1 pra empacotar em servi\u00e7o gerenciado \u2014 DDoS e WAF, EDR\/patch management, PAM e senha, tokeniza\u00e7\u00e3o de dados, backup imut\u00e1vel, entre outros.<\/p>\n<p><!-- INICIO CTA CANAL AIQON \u2014 bloco padr\u00e3o, reaproveitar em outros posts --><\/p>\n<div>\n<p><strong>N\u00e3o monte esse portf\u00f3lio sozinho, negociando com cada fabricante fora do Brasil.<\/strong><\/p>\n<p>A AIQON \u00e9 uma distribuidora de ciberseguran\u00e7a: conectamos parceiros de canal a um portf\u00f3lio de fabricantes internacionais \u2014 endpoint, identidade, dados, API e anti-DDoS \u2014 para montar ofertas de seguran\u00e7a gerenciada completas, com suporte local e agilidade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/aiqon.com.br\/parcerias\/\"><strong>Conhe\u00e7a o Partner Program da AIQON \u00bb<\/strong><\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ciberataques s\u00e3o a\u00e7\u00f5es ofensivas que alvejam os sistemas de informa\u00e7\u00e3o dos computadores, a infraestrutura, as redes de computadores ou dispositivos pessoais, usando v\u00e1rios m\u00e9todos para roubar, alterar ou destruir os dados e os sistemas de informa\u00e7\u00e3o. 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